"És o melhor professor de ti mesmo, e isto será sempre verdade. Ninguém, realmente, consegue ensinar-Te seja o que seja a não ser que tu queiras ser ensinado." Pearl Buck
Quiçá, para ser rigoroso, deveria escrever esta afirmação de Pearl Buck assim: "És a melhor professor(a) de ti mesma, e isto será sempre verdade. Ninguém, realmente, consegue ensinar-Te seja o que seja a não ser que tu queiras ser ensinada."
A afirmação da escritora nascida nos Estados Unidos da América, e criada, desde muito pequena, na China, aparece num livro que tem como título "Para as minhas filhas com amor". Pearl Buck teve 7 filhas, sendo apenas uma delas filha biológica. Mais ainda: esta filha nasceu com uma doença genética grave (fenilcetonúria), doença essa que, se à data em que a criança nasceu (em 1920) se tivessem os conhecimentos médicos que hoje se têm, poder-se-ia ter evitado que desenvolvesse os gravíssimos sintomas de deficiência mental que se manifestam caso os cuidados médicos e alimentares não sejam imediatamente feitos. De facto, nesta doença, a genética dá-nos um tempo de intervenção antes de fazer explodir sobre o crítico bebé os efeitos terríveis de que é capaz.
A afirmação da escritora nascida nos Estados Unidos da América, e criada, desde muito pequena, na China, aparece num livro que tem como título "Para as minhas filhas com amor". Pearl Buck teve 7 filhas, sendo apenas uma delas filha biológica. Mais ainda: esta filha nasceu com uma doença genética grave (fenilcetonúria), doença essa que, se à data em que a criança nasceu (em 1920) se tivessem os conhecimentos médicos que hoje se têm, poder-se-ia ter evitado que desenvolvesse os gravíssimos sintomas de deficiência mental que se manifestam caso os cuidados médicos e alimentares não sejam imediatamente feitos. De facto, nesta doença, a genética dá-nos um tempo de intervenção antes de fazer explodir sobre o crítico bebé os efeitos terríveis de que é capaz.
A afirmação - em rigor, as duas afirmações - são crenças pessoais da mulher-mãe-escritora (Prémio Nobel da Literatura em 1938), certamente sintetizadas a partir de uma experiência pessoal de vida muito intensa e muito rica.

Num tempo, como o que agora vivemos, em que tanto governante, rodeado e "aconselhado" por "especialistas", "cientistas" e "sábios" aprofunda a obsessão do rigor formal e da padronização do ensino, todos - os governantes, os especialistas, os cientistas, os sábios; e o ensino - ajoelhados aos ditames dos desígnios do "Mercado", temos de ser capazes de lhes dizer "Parem!", "Parem e pensem!"; e, se isso for preciso, dar um valente par de estalos a cada um deles, a chamá-los à realidade.
A minha provocação é mesmo grande: são mesmo pares de estalos, em sentido literal, que admito, caso necessário; e não veja que consigamos pô-los a pensar lucidamente de outra maneira...
"Your best teacher is yourself, and this will always be true. No one, indeed, can teach You anything unless you want to be taught."
