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domingo, março 23, 2014

O que vale pensar interrogativamente?

Psicologia - Frase da semana, 24mar14, "Controlamos ou somos controlados pelo Facebook?"
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O que vale pensar  interrogativamente?
Pensar e deixar pensar...
O valor da diversidade do pensamento; o valor do pensamento individual.
Afirma Jane Goodall depois de estudar o comportamento dos chimpanzés e o comportamento humano durante mais de 40 anos:

- " O que nos torna humanos, penso eu, é a capacidade de nos interrogarmos, que é uma consequência da sofisticada linguagem falada que possuímos."


"What makes us human, I think, is an ability to ask questions, a consequence of our sophisticated spoken language." - Dr. Jane Goodall.

domingo, janeiro 26, 2014

Psicologia - Frase da semana, 27jan14, A velha sabedoria

Psicologia - Frase da semana, 27jan14, A velha sabedoria


"Como seres humanos, nós podemos experimentar interiormente um vago sentimento do que o universo é, e tudo isso no pequeno e engraçado cérebro que temos aqui [Jane Goodall fala numa entrevista, e chega o dedo indicador direito à têmpora desse lado] - por isso tem que ser algo mais do que apenas o cérebro, tem que ser algo que tem a ver também com o espírito."
Jane Goodall, entrevista a Bill Moyer, 2009

“As human beings, we can encompass a vague feeling of what the universe is, and all in this funny little brain here — so there has to be something more than just brain, it has to be something to do with spirit as well.”
Jane Goodall, in Bill Moyers' s interview, 2009.

Sou suspeito. Jane Goodall é uma das minhas cientistas de eleição. O seu desenvolvimento pessoal como estudiosa do comportamento, animal e humano, é uma história fascinante, que vale a pena conhecer. Numa altura em que tantos - eu incluído - tentam vencer o pessimismo sobre o futuro das próximas gerações, a notável primatóloga, depois de ver tanta destruição ambiental e das espécies animais, sobretudo das mais próximas do ser humano, traz-nos uma obra a que dá o título "Reason for Hope, a spiritual journey". Apetece avidamente ler!
"Nature was almost always so beautiful and so spiritually enriching; the man-made world seemed so often horribly, horribly and spiritually impoverished. This contrast between the two worlds struck me, with increasing sadness, every time I arrived back in England from Gombe. Instead of the peace of the timeless forest and the simple, purposeful lives of its inhabitants I was plunged into the materialistic, wasteful - terribly, terribly wasteful - rat race of Western society...when I was away from Gombe and plunged into the developed world I found it harder to sense the presence of God. I had not learned, then to keep the peace of the forest within."
(Jane Goodall, Reason for Hope: a Spiritual Journey (2000), with Phillip Berman, p. 84-85).
Na entrevista, Jane Goodall avoga hipoteticamente, numa posição pessoal nunca resolvida entre materialismo e fé, uma religiosidade animística. Ela espanta-se - e não consegue explicar! - com a maneira como o gorila parece encantar-se ao pé da queda de água... [ver o vídeo] Não quero deixar de acrescentar que, ao ver Jane Goodall fazer esta afirmação, pergunto-me o que sabe ela do trabalho de António Damásio, e o que leva ela em conta, na afirmação, do pensamento do cientista português.

    THE OLD WISDOM

    When the night wind makes the pine trees creak
    And the pale clouds glide across the dark sky,
    Go out my child, go out and seek
    Your soul: The Eternal I.

    For all the grasses rustling at your feet
    And every flaming star that glitters high
    Above you, close up and meet
    In you: The Eternal I.

    Yes, my child, go out into the world; walk slow
    And silent, comprehending all, and by and by
    Your soul, the Universe, will know
    Itself: the Eternal I.

    sábado, julho 03, 2010

    Maior violência radica no fanatismo

    Jane Goodall esteve ontem em Lisboa para uma conferência sobre conservação e bem-estar animal. Ao DN falou das suas novas pesquisas sobre chimpanzés e do papel da juventude para mudar o mundo.
    http://dn.sapo.pt/2006/06/01/sociedade/maior_violencia_radica_fanatismo.html

    Disse que há novidades na pesquisa sobre chimpanzés. O que está o seu instituto a fazer nessa área?
    Há uma nova abordagem que passa por recolher amostras de fezes que permitem traçar o perfil genético dos animais. Conseguimos agora saber qual é o pai de uma determinada cria ou juvenil, o que abre um caminho totalmente novo para o estudo das relações entre um macho e os filhos. Pela primeira vez podemos estudar isso. Como sabe um macho que aquela cria é o filho? Não sabemos ainda sequer se o reconhece como tal.
    O que se sabe já sobre essa relação pai-filho nos chimpanzés?
    Todos os machos da comunidade agem de forma paternal para com todos as crias, quer sejam deles ou não. Um macho protege uma cria em apuros e as fronteiras da sua comunidade. Isto diz-nos que há nos chimpanzés laços duradouros de afecto entre membros de uma família que podem durar toda a vida. Ainda estamos a aprender coisas novas.
    Da espécie humana diz que o cérebro é capaz de coisas maravilhosas, mas também de outras terríveis. Qual será o balanço final, na sua opinião?
    Depende de nós e da próxima geração. Mas penso que houve um corte entre o nosso cérebro extremamente inteligente e o coração, ou seja, a compaixão e o amor. Essa rotura faz do ser humano uma criatura perigosa.
    Mas o ser humano não terá sido sempre assim?
    Não. Se olhar para as comunidades indígenas, verifica que todas as decisões importantes requerem a opinião de um conselho de ancião, que toma em consideração a forma como as decisões afectarão as gerações futuras. Hoje, no nosso mundo, as decisões são tomadas em função da forma como os accionistas vão ser afectados nos próximos três meses. É em função da ganância que se tomam as decisões. Vivemos num mundo absolutamente materialista. Um exemplo: sabemos o que o consumo de combustíveis fósseis está a fazer ao clima do nosso planeta, sabemos da poluição e da chuva ácida e dos seus efeitos na saúde. Os donos das companhias de petróleo amam os netos, como toda gente, então o que se passa? Porque não pensam no seu futuro? É desse corte que falo.
    Devemos culpar o capitalismo?
    Sim. Isto está acontecer desde a II Guerra Mundial, porque nos tornámos escravos da cultura materialista. O capitalismo até talvez pudesse funcionar bem, não estará nele necessariamente o problema. A questão é que o enfoque é exclusivamente materialista e individualista. Não há dimensão espiritual. Não faz sentido.
    Como se pode contrariar isso?
    Através do Roots and Shoots [projecto para a juventude iniciado em 1991 por Jane Goodall]. Acreditamos na mudança de atitudes. Temos que mudar a filosofia segundo a qual, para mudar o rumo num país é preciso bombardeá-lo. Temos que mudar a atitude com os animais, que são criados em espaços diminutos para se tornarem comida barata. É preciso compreender que têm sentimentos como nós. No Roots and Shoots não queremos mudar atitudes através da violência, mas com o conhecimento, amor e compaixão. Isto exige muito trabalho e persistência. Estamos a tentar quebrar as barreiras entre pessoas de diferentes culturas, religiões e países.
    A religião é assim tão importante?
    A religião é hoje responsável por grandes violências. Os fanáticos islamistas, cristãos e judeus são responsáveis pela maior parte dessa violência. Precisamos de quebrar as barreiras erigidas pelos fanáticos. Temos que criar uma massa crítica entre a juventude, da qual sairão as futuras gerações de líderes, que acredite que vida não passa só por fazer dinheiro.
    Olhando o mundo, acha que isso vai ser possível?
    Vai. Cada vez mais jovens são sensíveis a esta mensagem. Se, por exemplo, não comprarmos produtos que são nocivos para o ambiente, eles já não serão produzidos, ou passarão a ser produzidos de outra maneira.
    Falou com jovens aqui em Lisboa?
    Falei com estudantes, que, como eu, têm a paixão de fazer qualquer coisa por esta mudança.